sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O viver não é viver se não pode sonhar




Vivemos em um país que é proibido ter sonhos, porque será que os brasileiros andam tão desiludidos da vida? Temos que sonhar, para que possamos ter uma vida com mais objetivos a realizar, pois como diz o poeta: “Se o mundo é o demônio, nós somos dele uma parte, e se a vida é só um sonho, que seja um sonho de arte”. As pessoas estão muito pessimistas com relação ao seu futuro, e isso traz conseqüências para o nosso dia-a-dia. Mas temos que batalhar para poder conquistar os nossos sonhos.
Os sonhos foram estudados com mais afinco após a publicação do livro “Decifrando os Sonhos”, do grande psicanalista Sigmund Freud, isto em 1900. Após essa data houve várias discussões no mundo da psicanálise, alguns aprimoraram a percepção intelectual freudiana, porém houve cientistas que criticaram-o severamente, refutando as suas idéias e mostrando argumentos contrários.
Um primeiro exemplo de pessimismo que assombra os jovens é o vestibular, muitos sonham em fazer medicina que é um curso extremamente concorrido, mas desistem após algumas tentativas mal sucedidas nos vestibulares e acabam optando por cursos com uma concorrência mais amena. Temos que ser perseverantes! Um grade sonhador americano, Theodore Roosevelt, dizia: “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfo e glória, mesmo expondo-se `a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que não gozam muito, nem sonham muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”. Essa frase foi de grande influência para os americanos no início do século XX, pois mostrava para eles as ambições, os sonhos e a perseverança.
Um método para que possamos melhorar o nosso futuro é criando sonhos e traçando metas para a nossa vida, pois assim não ficamos tão pessimistas com o que está por vir, antes de nós nos colocamos a caminho do nosso futuro é preciso saber onde queremos chegar, para estabelecermos os caminhos que se devem trilhar para que possamos alcançar os nossos objetivos, esse é um meio para organizar o que queremos para o nosso futuro.
Por isso, temos que mostrar a todos que temos que sonhar e sermos bastante perseverantes para conquistarmos os nossos objetivos. Muitas pessoas são grandes sonhadoras, porém não passam de sonhadores apenas, sendo que é possível tornar esses sonhos uma realidade. Uma alma sem sonho, torna-se objeto do incerto, portanto, temos que ir atrás do que desejamos. Em uma entrevista com o diretor de cinema espanhol Luís Buñel disse esse belo aforismo: “Se me disserem: resta-lhe apenas um ano de vida, o que fazer de cada um dos dias que irá viver? Eu responderia: Dê-me duas horas de vida ativa e vinte e duas horas de sonho, contanto que eu possa lembrar-me deles, porque os sonhos só existem através da memória que os alimenta, e o viver não é viver se não pode sonhar”.


Rafael de Araújo Máximo
15-16-2006

domingo, 7 de outubro de 2007

Sobre o texto

Meu professor de redação do cursinho dizia que sempre é mais difícil escrever sobre temas que não gostamos, ou sobre algo que temos certo preconceito.
Eu pelo menos sempre fui meio "homofóbico", mas hoje até que respeito um pouco. Talvez no curso de Direito agora, de tanto ver temas relacionados ao homossexualismo eu acabei aceitando as diferenças de cada um.
Uma vez assisti uma defesa de monografia interessante: "Adoção por casais homoafetivos"
Certa vez eu falei para o meu pai: "Aquele cara é viado!". Ele me respondeu: "Rafael, cada um f*** do jeito que gosta!". Dei risadas!

Li uns livros legais que comentavam sobre a 'boiolagem':
* História da Sexualidade I II III- Michel Foucault
* Por quê os homens fazem sexo e por quê as mulheres fazem amor?
* Deus, um delírio- Richard Dawkins


PS. Sou cabra macho, cabra home!

Xô, preconceito...

No nosso país convivemos com grandes problemas, como: concentração de renda, falta de moradia, carga tributária elevada, racismo, preconceito sexual e vários outros problemas, comuns no nosso mundo globalizado, porém o mais equivocado deles é o preconceito sexual. Muitas pessoas questionam: “O que faz uma mulher ser mulher e um homem ser homem? Ser gay é mesmo uma escolha? Por que as lésbicas preferem mulheres? Como transexuais conseguem ter um pé em cada lado da cerca?” É errado achar que o homossexualismo é um mal do mundo moderno. Na Grécia antiga, a homossexualidade masculina não só era permitida como altamente respeitada. O cristianismo que veio a condenar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, fazendo com que o homossexualismo fosse banido.
O estudo da embriologia nos proporciona informações importantes para acabarmos com o preconceito sexual, por exemplo: de seis a oito semanas depois da concepção, o feto masculino (XY) recebe uma dose maciça de hormônios chamados de Androgênio que, primeiramente, formam os testículos e, num segundo momento, alteram o cérebro de um formato feminino para uma configuração masculina. Quando esse feto não recebe na época certa a quantidade suficiente de hormônios, duas coisas podem acontecer. Primeiro, nascer um menino com o cérebro estruturalmente mais feminino que masculino e que provavelmente vai se descobrir gay na adolescência. Segundo, um bebê geneticamente do sexo masculino, com os genitais correspondentes e o funcionamento do cérebro inteiramente feminino, ou seja, um transexual que biologicamente tem um sexo, mas sabe que pertence a outro.
É muito preconceituosa a visão que a sociedade faz dos homossexuais, e mesmo às portas do século XXI, as gerações mais antigas ainda acreditam que o homossexualismo seja um fenômeno “antinatural”. Ele, na verdade, sempre esteve presente desde que o feto deixou de receber a dose necessária de hormônios, ou seja, indubitavelmente é um fator genético, não depende da escolha. A maioria das pessoas tolera quem possui características inatas do que quem, em sua opinião, fez uma escolha que lhes parecem inaceitável.
Infelizmente, estatísticas demonstram que, entre os adolescentes suicidas, 30% são gays e lésbicas. Um em cada três transexuais comete suicídio. Um estudo da educação desses jovens concluiu que foram criados em famílias ou comunidades altamente preconceituosas, que pregavam o ódio e a rejeição aos homossexuais, ou em religiões que tentavam “salvá-los” com orações ou terapias.
No Afeganistão, sob o Talibã, a punição oficial para a homossexualidade era enterrar a vítima viva, soterrada sob um muro. Como o “crime” em si é um ato individual, cometido por adultos, por uma ação involuntária, marca-se o absolutismo religioso, mais uma vez, a marca registrada e inconfundível do moralizador da fé é preocupar-se fanaticamente com o que as outras pessoas fazem (ou até pensam) na esfera privada. O poeta espanhol Federico Garcia Lorca, que teve a sua prisão decretada por um deputado católico, sob o argumento (que se tornou célebre) de que ele seria “mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”. Isso por causa das tendências homossexuais do poeta, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes.
Cientistas comprovaram que os esforços dos pais para sufocar as tendências homossexuais dos filhos não adiantam em nada. E como responsável é o impacto (ou falta) do hormônio masculino sobre o cérebro, os homossexuais, em sua maioria, são homens. Para cada lésbica (corpo de mulher, cérebro masculino) existem de oito a dez homens gays.
Portanto, pode-se afirmar com nitidez que a homossexualidade é genética, não depende da escolha. O ambiente e a educação têm pouca influência na sexualidade de um ser humano. A biologia foi, claramente, fator-chave na criação do padrão de comportamento. Diante dos fatos apresentados, podemos ver o outro lado da homossexualidade, onde não se trata de nenhuma doença, perversidade ou qualquer termo pejorativo, mas sim um fator biológico que é inalterável. Qualquer forma de preconceito só pode vir de pessoas de senso comum, porque se as mesmas utilizassem a razão, não acharíamos motivo algum para o preconceito.




Rafael Máximo
7/6/2006