No nosso país convivemos com grandes problemas, como: concentração de renda, falta de moradia, carga tributária elevada, racismo, preconceito sexual e vários outros problemas, comuns no nosso mundo globalizado, porém o mais equivocado deles é o preconceito sexual. Muitas pessoas questionam: “O que faz uma mulher ser mulher e um homem ser homem? Ser gay é mesmo uma escolha? Por que as lésbicas preferem mulheres? Como transexuais conseguem ter um pé em cada lado da cerca?” É errado achar que o homossexualismo é um mal do mundo moderno. Na Grécia antiga, a homossexualidade masculina não só era permitida como altamente respeitada. O cristianismo que veio a condenar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, fazendo com que o homossexualismo fosse banido.
O estudo da embriologia nos proporciona informações importantes para acabarmos com o preconceito sexual, por exemplo: de seis a oito semanas depois da concepção, o feto masculino (XY) recebe uma dose maciça de hormônios chamados de Androgênio que, primeiramente, formam os testículos e, num segundo momento, alteram o cérebro de um formato feminino para uma configuração masculina. Quando esse feto não recebe na época certa a quantidade suficiente de hormônios, duas coisas podem acontecer. Primeiro, nascer um menino com o cérebro estruturalmente mais feminino que masculino e que provavelmente vai se descobrir gay na adolescência. Segundo, um bebê geneticamente do sexo masculino, com os genitais correspondentes e o funcionamento do cérebro inteiramente feminino, ou seja, um transexual que biologicamente tem um sexo, mas sabe que pertence a outro.
É muito preconceituosa a visão que a sociedade faz dos homossexuais, e mesmo às portas do século XXI, as gerações mais antigas ainda acreditam que o homossexualismo seja um fenômeno “antinatural”. Ele, na verdade, sempre esteve presente desde que o feto deixou de receber a dose necessária de hormônios, ou seja, indubitavelmente é um fator genético, não depende da escolha. A maioria das pessoas tolera quem possui características inatas do que quem, em sua opinião, fez uma escolha que lhes parecem inaceitável.
Infelizmente, estatísticas demonstram que, entre os adolescentes suicidas, 30% são gays e lésbicas. Um em cada três transexuais comete suicídio. Um estudo da educação desses jovens concluiu que foram criados em famílias ou comunidades altamente preconceituosas, que pregavam o ódio e a rejeição aos homossexuais, ou em religiões que tentavam “salvá-los” com orações ou terapias.
No Afeganistão, sob o Talibã, a punição oficial para a homossexualidade era enterrar a vítima viva, soterrada sob um muro. Como o “crime” em si é um ato individual, cometido por adultos, por uma ação involuntária, marca-se o absolutismo religioso, mais uma vez, a marca registrada e inconfundível do moralizador da fé é preocupar-se fanaticamente com o que as outras pessoas fazem (ou até pensam) na esfera privada. O poeta espanhol Federico Garcia Lorca, que teve a sua prisão decretada por um deputado católico, sob o argumento (que se tornou célebre) de que ele seria “mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”. Isso por causa das tendências homossexuais do poeta, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes.
Cientistas comprovaram que os esforços dos pais para sufocar as tendências homossexuais dos filhos não adiantam em nada. E como responsável é o impacto (ou falta) do hormônio masculino sobre o cérebro, os homossexuais, em sua maioria, são homens. Para cada lésbica (corpo de mulher, cérebro masculino) existem de oito a dez homens gays.
Portanto, pode-se afirmar com nitidez que a homossexualidade é genética, não depende da escolha. O ambiente e a educação têm pouca influência na sexualidade de um ser humano. A biologia foi, claramente, fator-chave na criação do padrão de comportamento. Diante dos fatos apresentados, podemos ver o outro lado da homossexualidade, onde não se trata de nenhuma doença, perversidade ou qualquer termo pejorativo, mas sim um fator biológico que é inalterável. Qualquer forma de preconceito só pode vir de pessoas de senso comum, porque se as mesmas utilizassem a razão, não acharíamos motivo algum para o preconceito.
Rafael Máximo
7/6/2006
O estudo da embriologia nos proporciona informações importantes para acabarmos com o preconceito sexual, por exemplo: de seis a oito semanas depois da concepção, o feto masculino (XY) recebe uma dose maciça de hormônios chamados de Androgênio que, primeiramente, formam os testículos e, num segundo momento, alteram o cérebro de um formato feminino para uma configuração masculina. Quando esse feto não recebe na época certa a quantidade suficiente de hormônios, duas coisas podem acontecer. Primeiro, nascer um menino com o cérebro estruturalmente mais feminino que masculino e que provavelmente vai se descobrir gay na adolescência. Segundo, um bebê geneticamente do sexo masculino, com os genitais correspondentes e o funcionamento do cérebro inteiramente feminino, ou seja, um transexual que biologicamente tem um sexo, mas sabe que pertence a outro.
É muito preconceituosa a visão que a sociedade faz dos homossexuais, e mesmo às portas do século XXI, as gerações mais antigas ainda acreditam que o homossexualismo seja um fenômeno “antinatural”. Ele, na verdade, sempre esteve presente desde que o feto deixou de receber a dose necessária de hormônios, ou seja, indubitavelmente é um fator genético, não depende da escolha. A maioria das pessoas tolera quem possui características inatas do que quem, em sua opinião, fez uma escolha que lhes parecem inaceitável.
Infelizmente, estatísticas demonstram que, entre os adolescentes suicidas, 30% são gays e lésbicas. Um em cada três transexuais comete suicídio. Um estudo da educação desses jovens concluiu que foram criados em famílias ou comunidades altamente preconceituosas, que pregavam o ódio e a rejeição aos homossexuais, ou em religiões que tentavam “salvá-los” com orações ou terapias.
No Afeganistão, sob o Talibã, a punição oficial para a homossexualidade era enterrar a vítima viva, soterrada sob um muro. Como o “crime” em si é um ato individual, cometido por adultos, por uma ação involuntária, marca-se o absolutismo religioso, mais uma vez, a marca registrada e inconfundível do moralizador da fé é preocupar-se fanaticamente com o que as outras pessoas fazem (ou até pensam) na esfera privada. O poeta espanhol Federico Garcia Lorca, que teve a sua prisão decretada por um deputado católico, sob o argumento (que se tornou célebre) de que ele seria “mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”. Isso por causa das tendências homossexuais do poeta, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes.
Cientistas comprovaram que os esforços dos pais para sufocar as tendências homossexuais dos filhos não adiantam em nada. E como responsável é o impacto (ou falta) do hormônio masculino sobre o cérebro, os homossexuais, em sua maioria, são homens. Para cada lésbica (corpo de mulher, cérebro masculino) existem de oito a dez homens gays.
Portanto, pode-se afirmar com nitidez que a homossexualidade é genética, não depende da escolha. O ambiente e a educação têm pouca influência na sexualidade de um ser humano. A biologia foi, claramente, fator-chave na criação do padrão de comportamento. Diante dos fatos apresentados, podemos ver o outro lado da homossexualidade, onde não se trata de nenhuma doença, perversidade ou qualquer termo pejorativo, mas sim um fator biológico que é inalterável. Qualquer forma de preconceito só pode vir de pessoas de senso comum, porque se as mesmas utilizassem a razão, não acharíamos motivo algum para o preconceito.
Rafael Máximo
7/6/2006

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