domingo, 24 de fevereiro de 2008

Olavo Bilac


DELÍRIO

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci.


Moralistas, perdoai! Obedeci. Esse é um dos poemas mais sensuais da nossa literatura. Olavo Bilac na minha mísera opinião é o maior de todos os poetas do nosso país. A primeira vez que li essa poesia eu fiquei deslumbrado, ainda mais declamado com todo o bom humor do meu professor de literatura do cursinho em Maringá PR.

O Bilac tem umas curiosidades interessantes, por exemplo, nome Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, quando dividido em sílabas poéticas se torna um perfeito verso Alexandrino, este que é composto por doze sílabas. Em geral, o verso mais longo, em estrofes isométricas. Presente em poesias extremamente trabalhadas gramática e foneticamente, como as parnasianas.

E o mais interessante de tudo! O Bilac nasceu no dia 16/12 assim como eu!

Ele é Autor da letra do Hino à Bandeira, entre as obras podemos considerar um soneto que se refere à língua portuguesa onde esta era apelidada de Última Flor do Lácio - aliás, o nome do próprio poema. Ele iniciou o curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que não chegou a concluir. Tentou, então, a Faculdade de Direito de São Paulo que também não concluiu, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias. É autor do Hino à Bandeira Nacional.

Não to aqui para falar da biografia nem dos poemas do Bilac, quero falar é sobre uma dupla sertaneja que fez o Bilac ficar doido no seu túmulo! Olha essa música


Aparpando

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei a sua testa
e ela disse é mais pra baixo
mais pra baixo e uma festa

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei o seu nariz
e ela disse é mais pra baixo
mais pra baixo é o chafariz

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei a sua boca
e ela disse é mais pra baixo
mais pra baixo eu fico louca

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei o seu pescoço
e ela disse é mais pra baixo
mais pra baixo é o colosso

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei o seu peitinho
e ela disse é mais pra baixo
mais pra baixo é o caminho

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei o seu umbigo
e ela disse é mais pra baixo
mais pra baixo é o perigo

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei o seu pezinho
e ela disse é mais pra cima
mais é bem devagarzinho

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei sua canela
e ela disse é mais pra cima
mais pra cima vai da nela

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei o seu joelho
e ela disse é mais pra cima
mais pra cima um palmo e meio

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei sua virilha
e ela disse é mais pro lado
mais pro lado é a maravilha

Eu fui aparpa, fui aparpa
e aparpei logo de cara
e ela disse vagabundo
tira mão e larara...


O Parnasianismo a poesia vale por si mesma, não tem nenhum compromisso, e justifica por sua beleza, como os poemas não assumem nenhum tipo de compromisso, a estética é muito valorizada. O poeta parnasiano busca a perfeição formal a todo custo.

Só queria imaginar o que o Bilac acharia desse lixo de canção! Com palavras chulas, um senso comum chatíssimo. Acho que a desgraça não tem fim! É mole? Como diz o outro, é mole, mas chacoalha para ver o que acontece!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Homem que Fazia Chover


O Homem que Fazia Chover – Filme de 1997, do gênero Drama, dirigido por Francis Ford Coppola e roteiro baseado no livro de John Grisham.

John Grisham é um escritor estadunidense, o sexto mais lido nos Estados Unidos segundo a revista Forbes. Seus livros giram em torno de questões de advocacia, e geralmente criticam o sistema judiciário americano e as grandes firmas de Direito. Alguns de seus livros foram transformados em grandes produções cinematográficas, como Tempo de Matar, O Júri, A Firma e vários outros.

O diretor do filme é figurinha em Hollywood, conhecido por ser tio do Nicolas Cage, roterista e diretor do clássico O Poderoso Chefão de 1972. Outro dado interessante do Francis Ford Coppola, ele foi colega de classe de Jim Morrison do The Doors na UCLA (que mais tarde incluiria a música “The End” em seu filme Apocalypse Now).

O Homem que Fazia Chover narra a história do jovem advogado Ruby Baylor (vivido por Matt Damon) desempregad, idealista e cheio de sonhos, mas como todos recém formados necessitava de causas, afinal, o advogado é chamado de “brigão” e ele estava mesmo desesperado. O sócio dele Deck Schifflet (interpretado por Danny DeVito) era o verdadeiro picareta, tentou tirar a licença para a advocacia seis vezes e nunca conseguiu, mas auxiliava o jovem advogado com muita inteligência.

Sua principal causa é contra a companhia de seguros Great Benefit. Empresa que negou um transplante de medula óssea para o filho da pobre família Black

O menino precisava desse transplante para voltar a ter uma vida normal, mas a empresa negou o pedido da família sete vezes e na oitava vez eles responderam: “Cara Sra. Black. Sete Ocasiões anteriores esta companhia negou seu pedido. Está é a oitava e última vez. A Sra. Deve ser estúpida, estúpida, estúpida ...”

No decorrer do processo o filho da família faleceu, pela falta do transplante. Travou-se uma imensa batalha judicial. Ruby Baylor e seu ajudante tinham que derrotar os poderosos advogados e lobistas da grande Great Benefit, uma tarefa árdua para o inexperiente jovem.

Os advogados da Great Benefit propuseram de início um acordo de U$75.000 e depois outro de U$ 175.000 para encerrar o caso, mas a família não aceitou, querendo levar até o fim o processo.

O litígio foi para Júri popular, diferentemente do Brasil, onde apenas há Júri popular em crimes dolosos contra a vida. O talentoso Ruby Baylor conseguiu mostrar a má-fé da Great Benefit, mostrando o grande descaso que a companhia tinha com os seus assegurados.

O Júri é muito interessante, perguntas inteligentes do jovem advogado, réplicas bem articuladas por parte da Great Benefit, furto de provas, testemunhas inusitadas. O grande John Grisham é um mestre na arte do drama Jurídico. Enquanto o aplicado advogado trabalha com afinco em seu primeiro caso, apaixona-se por uma mulher casada (Claire Danes), cujo marido a atacou várias vezes (dando também ligeiro enfoque ao problema da violência doméstica), inclusive com um taco de baseball. A paixão não atrapalha o andamento da causa. Pelo contrário, serve como elemento essencial para o desfecho do caso.

O filme termina com a uma grande vitória do jovem advogado, a Great Benefit é condenada a pagar uma indenização de 50 Milhões de dólares pelos danos morais para a pobre famíia. O problema é que logo após essa condenação os executivos da empresa decretaram falência da empresa, ou seja, a família não recebeu nenhum dólar da companhia, mas eles ficaram contentes sabendo da falência da desonesta Great Benefit.

Rudy Baylor viu o lado negativo da sua profissão na sua primeira causa, cada advogado do país estava falando dele, fez história! Mas ele não se sentia um membro vitorioso da nobre profissão. Poderia continuar exercendo se trabalhasse de coração, conseguimos notar que o jovem ama a lei e todo cliente irá esperar a mesma magia dele, nada menos, talvez há como oferecer isso, caso não se importasse como fizesse e com certeza ele irá acordar um dia ver que se tornou mais um que tem um preço, sem ética como os advogados da Great Benefit. Todo advogado, ao menos uma vez em cada causa sente que atravessa uma linha que não queria. Acontece, se cruzar várias vezes ela desaparece, aí vira outra piada de advogados. Outro tubarão em água suja.

O Direito é um curso muito nobre, gosto do que estudo, no primeiro ano é tudo muito lindo, todos nós gostamos de estudar a lei e está é algo muito nobre, nos divertimos lendo Beccaria, Maquiavel, Focault. Montesquieu e vários outros clássicos do Direito. Porém cada vez que avançamos temos que ter cuidado, no quinto ano tem sorte se não é assassinado enquanto dorme em uma aula de Direito Tributário em um sábado à tarde... Mas essa é a natureza da profissão.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

The Doors



Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire


Quem não conhece essa magnífica música do The Doors.

Tenho um amigo chamado Fair. O pai dele adorava The Doors, deveria gostar bastante de "Light my Fire" e colocou o nome do filho dele de Fair, "Fire" ficou italianizado para um Fair.

The Doors foi uma banda de rock dos fins dos anos 60 e princípio da década de 70. Grupo composto por Jim Morrison (voz), Ray Manzarek (teclados), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria).
A banda retirou o seu nome de um título de um livro do Aldous Huxley “The Doors of Perception”. Tem um aforismo do Willian Blake que influenciou o nome da banda: “If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is: infinite” (em pt. Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito).
O mais fascinante da banda é as influências literárias do poeta Jim Morrison, ele leu muito e tudo regado a muito whisky, misticismo. Lia Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire, Allen Ginsberg, Jack Kerouac. Eles estavam em pleno movimento hippie, extremamente influenciados pela literatura beat.
The Doors difere do pop da época com a sua intensa influência literária, com referências ao existencialismo e à psicanálise.
Jim Morrison, com a sua atitude e presença em palco, influenciou vocalistas de vários estilos que surgiram depois dele, permanecendo como um dos mais populares influentes compositores da história do rock.
Um dia estava em Maringá no Paraná estudando, centrado nos estudos e escutando “The End”. Depois de todo aquela psicodelia do teclado escutei aquele célebre frase:


“Father?","yes son", "I want to kill you"
"Mother...I want to...fuck you"


Pensei na hora: “-Porra, esses caras são do capeta!”.

Depois fui estudar sobre Édipo Rei de Sófocles, no qual o protagonista mata o pai e faz sexo com a sua mãe. Falar sobre incesto assusta a qualquer um.
O The Doors como uma típica banda influenciada pelo movimento hippie é totalmente contra a guerra. A canção The unknown soldier é bela, ao vivo eles representam um fuzilamento do Jim Morrison no palco. Uma crítica a guerra do Vietnã. A música Love Me Two Times eles fizeram para as namoradas dos soldados que iam para guerra (Me ame duas vezes, baby/ Me ame em dobro hoje/ Me ame duas vezes, garota/ Eu estou indo embora).


People Are Strange é muito interessante a sua letra:


Pessoas ficam estranhas quando você é um estranho
Rostos olham feio quando você está sozinho
Mulheres parecem malvadas quando você é indesejado
As ruas são irregulares quando você está pra baixo

Quando você é um estranho rostos vêm de fora da chuva (chuva, chuva)
Quando você é um estranho ninguém lembra seu nome
Quando você é um estranho
Quando você é um estranho
Quando você é um estranho


You Make Me Real (Você Me Faz Real)


Eu realmente te quero, realmente quero
Realmente preciso de você baby, Deus sabe que sim
Pois eu não sou autentico o bastante sem você
Oh, o que posso fazer?

Você me faz real
Você me faz se sentir como amantes se sentem
Você me faz dispensar misérias enganosas
Me liberta, amor, me liberta

Eu realmente te quero, realmente quero
Realmente preciso de você baby
Bem, eu não sou autentico o bastante sem você
Oh, o que posso fazer?



Quando Jim Morrison foi questionado pelo que é que ele gostava que fosse mais lembrado, respondeu: "As minhas palavras, meu, as minhas palavras." Morrison disse ainda: "Eu gosto de qualquer reação que possa ter com a minha música. Qualquer coisa que ponha as pessoas a pensar. Eu quero dizer que se conseguires pôr uma sala cheia de gente chapada e bêbada a refletir e a pensar, então realmente está a fazer algo."

Se eu fosse ficar postando todas as letras interessantes aqui eu poderia escrever um livro. Jim Morrison além do gênio do rock era um grande poeta e com a sua atitude, inteligência e loucura influenciou vocalistas de vários estilos que surgiram depois dele, permanecendo um dos mais populares e influentes vocalistas e compositores da história do rock.

Jim Morrison morreu de um ataque cardíaco em Paris, em 1971. O seu túmulo é uma das maiores atrações turísticas do cemitério Père Lachaise, na França

Em 2001, Ray Manzarek, John Densmore e Robby Krieger reuniram-se pela primeira vez em mais de vinte e cinco anos para tocar canções dos The Doors como parte da série VH1 Storytellers. A cantar com a banda estiveram vários vocalistas convidados, incluindo Ian Astbury do The Cult, Scott Stapp do Creed, Scott Weiland do Stone Temple Pilots, Perry Farrel do Jane's Addiction e Travis Meeks do Days of the New. O espectáculo foi mais tarde lançado no DVD VH1 Storytellers - The Doors (A Celebration).

Ray Manzarek afirmou uma vez: "Estamos todos a ficar velhos. Nós devíamos, os três, tocar essas canções porque, ei, o fim está sempre próximo. Morrison era um poeta, e acima de tudo, um poeta quer que as suas palavras sejam ouvidas." No entanto, em 2007, Densmore afirmou que só entraria no grupo, caso o vocalista escolhido fosse "desse nível" de Jim Morrison, como Eddie Veder do Pearl Jam




Rafael Máximo

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pé na Estrada!


Já teve vontade de colocar tudo em uma mala e sair mundo afora como mochileiro? Cuidado, pois se já teve essa vontade esse livro não é muito aconselhado. Jack Kerouac escreveu a sua “bíblia hippie” em apenas três semanas. Responsável por uma das maiores revoluções do século XX, On the Road escancarou ao mundo o lado sombrio do sonho americano, a partir da viagem de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriaty – que atravessaram os Estados Unidos de costa a costa. Acredita-se que Sal Paradise, o personagem principal, seja o próprio Jack Kerouac. Também são encontrados no livro alguns escritores na forma de personagens, como Allen Ginsberg, Carlo Marx, William Burroughs, e Old Bull Lee.
Ler “On The Road” me fez lembrar a vez que dei uma de “mochileiro”.
Fiz cursinho pré-vestibular em Maringá no Paraná em 2006. Meus amigos costumavam pegar caronas para ir a Umuarama para pegar umas baladas diferentes, ou até mesmo para irem visitar os pais. Já que todo mundo ia mesmo, resolvi um dia ir também. Dias antes aproveitei e já dei o “golpe” na minha mãe. Liguei para minha casa e pedi o dinheiro da passagem, não me lembro se fui para os botecos tomar umas cervejas, ou se comprei algum livro no sebo.
Convidei um colega que morava comigo na nossa República, queríamos ir de Maringá PR, até Iguatemi MS que é a cidade dos nossos pais. A distância é de aproximadamente 340 km. Almoçamos, e mais ou menos ao meio dia estávamos na rodovia com a plaqueta na mão “UNIVERSITÁRIO”. Demoramos aproximadamente uma hora e meia até conseguirmos uma carona, e ainda quando conseguimos tivemos o azar de ser uma carreta. Azar porque uma carreta demora demais.
O caminhoneiro era simpático, falava bastante... Creio eu que ele deva ter estudado até no máximo a 4ª série, sempre falando com um senso comum chato. Ou talvez eu que andasse estudando demais e sempre gostava (e gosto!) de escutar coisas inteligentes. Aí sem mais nem menos a carreta começa a falhar, pensei: ‘- Porra, agora fudeu!’. Descemos para ver o que era, chega lá, um problema no tanque de diesel tinha que “sangrar”. Caro leitor, não sei te dizer o que é isso: “sangrar”. Creio que seja tirar o ar do tanque, sei lá. Ou seja, aí começam os problemas, pois demoramos a arrumar carona, e esta ia apenas até Umuarama e ainda a carreta estraga no caminho.
Chegamos em Umuarama umas 5 da tarde. Isso era péssimo! E lá fomos nós com a nossa plaqueta “UNIVERSITÁRIO”. Creio que demorou uns 40 minutos para conseguirmos a nova carona. Nosso “bom samaritano” estava com um Celta, acadêmico de agronomia na cidade de Bandeirantes PR, morou um tempo com os irmãos nos Estados Unidos, onde possuem uma estufa de plantas exóticas. Até aí tudo bem, mas o problema é que o nosso nobre amigo ia apenas até Iporã.
Novamente estavamos na beira da rodovia, mais perdidos que eu cão quando cai da mudança! Arrumar carona tava mais difícil que endereço de ladrão! Estava tarde, começando a escurecer, ninguém nos dava carona! Comentei com o meu amigo:
- Mateus, sorte que eu trouxe um pouco de grana, caso contrário estaríamos fudidos!
Ele me responde:
- Relaxa cara, logo a gente consegue uma carona.
Por volta de umas 7 da noite pára um caminhão carregado de couro. Nossa !Fedia pra cacete aquele caminhão, mas era melhor que ficar na beira da rodovia. Pedimos para o motorista se ele podia nos levar até Guairá, pois de lá conseguiríamos ir ao MS com os universitários de Iguatemi que estudam lá.
O motorista nos disse que estava indo até Eldorado, aí nós resolvemos ir com ele até lá, esta cidade dista 35 Km de onde queríamos chegar, depois lá nós dávamos um jeito. Na entrada do MS tem um posto da Receita Federal e o motorista parou lá para carimbar a nota da sua carga fétida de couro. Aí vem a desgraça!
As notas da carga estavam irregulares e o caminhão estava detido até que trouxessem uns documentos, sei lá de onde! Este posto da Receita fica bem na entrada do Paraguai, lugar perigoso, onde há muito furto de carros , roubos, latrocínios... Porém mesmo assim fomos para a rodovia pedir carona. Ficamos uns 45 minutos tentando e nada! Isso já era umas 9 da noite.
A nossa sorte que um metropolitano parou para umas pessoas desembarcarem na Receita, aí fomos correndo até o metropolitano e conseguimos uma “carona” até Mundo Novo.
Chegando em Mundo Novo desisti da vida de mochileiro, liguei para a minha irmã vir me buscar! Passou-se uma hora mais ou menos, lá estava a minha irmã e minha mãe para nos levar para Iguatemi! Gastamos apenas uns R$8.00 do metropolitano, mas a diversão foi boa!

Essa foi a minha “On The Road”, não é nada comparada com as maluquices na estrada de Sal e Dean, mas adorei!
Pé na Estrada ...