segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pé na Estrada!


Já teve vontade de colocar tudo em uma mala e sair mundo afora como mochileiro? Cuidado, pois se já teve essa vontade esse livro não é muito aconselhado. Jack Kerouac escreveu a sua “bíblia hippie” em apenas três semanas. Responsável por uma das maiores revoluções do século XX, On the Road escancarou ao mundo o lado sombrio do sonho americano, a partir da viagem de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriaty – que atravessaram os Estados Unidos de costa a costa. Acredita-se que Sal Paradise, o personagem principal, seja o próprio Jack Kerouac. Também são encontrados no livro alguns escritores na forma de personagens, como Allen Ginsberg, Carlo Marx, William Burroughs, e Old Bull Lee.
Ler “On The Road” me fez lembrar a vez que dei uma de “mochileiro”.
Fiz cursinho pré-vestibular em Maringá no Paraná em 2006. Meus amigos costumavam pegar caronas para ir a Umuarama para pegar umas baladas diferentes, ou até mesmo para irem visitar os pais. Já que todo mundo ia mesmo, resolvi um dia ir também. Dias antes aproveitei e já dei o “golpe” na minha mãe. Liguei para minha casa e pedi o dinheiro da passagem, não me lembro se fui para os botecos tomar umas cervejas, ou se comprei algum livro no sebo.
Convidei um colega que morava comigo na nossa República, queríamos ir de Maringá PR, até Iguatemi MS que é a cidade dos nossos pais. A distância é de aproximadamente 340 km. Almoçamos, e mais ou menos ao meio dia estávamos na rodovia com a plaqueta na mão “UNIVERSITÁRIO”. Demoramos aproximadamente uma hora e meia até conseguirmos uma carona, e ainda quando conseguimos tivemos o azar de ser uma carreta. Azar porque uma carreta demora demais.
O caminhoneiro era simpático, falava bastante... Creio eu que ele deva ter estudado até no máximo a 4ª série, sempre falando com um senso comum chato. Ou talvez eu que andasse estudando demais e sempre gostava (e gosto!) de escutar coisas inteligentes. Aí sem mais nem menos a carreta começa a falhar, pensei: ‘- Porra, agora fudeu!’. Descemos para ver o que era, chega lá, um problema no tanque de diesel tinha que “sangrar”. Caro leitor, não sei te dizer o que é isso: “sangrar”. Creio que seja tirar o ar do tanque, sei lá. Ou seja, aí começam os problemas, pois demoramos a arrumar carona, e esta ia apenas até Umuarama e ainda a carreta estraga no caminho.
Chegamos em Umuarama umas 5 da tarde. Isso era péssimo! E lá fomos nós com a nossa plaqueta “UNIVERSITÁRIO”. Creio que demorou uns 40 minutos para conseguirmos a nova carona. Nosso “bom samaritano” estava com um Celta, acadêmico de agronomia na cidade de Bandeirantes PR, morou um tempo com os irmãos nos Estados Unidos, onde possuem uma estufa de plantas exóticas. Até aí tudo bem, mas o problema é que o nosso nobre amigo ia apenas até Iporã.
Novamente estavamos na beira da rodovia, mais perdidos que eu cão quando cai da mudança! Arrumar carona tava mais difícil que endereço de ladrão! Estava tarde, começando a escurecer, ninguém nos dava carona! Comentei com o meu amigo:
- Mateus, sorte que eu trouxe um pouco de grana, caso contrário estaríamos fudidos!
Ele me responde:
- Relaxa cara, logo a gente consegue uma carona.
Por volta de umas 7 da noite pára um caminhão carregado de couro. Nossa !Fedia pra cacete aquele caminhão, mas era melhor que ficar na beira da rodovia. Pedimos para o motorista se ele podia nos levar até Guairá, pois de lá conseguiríamos ir ao MS com os universitários de Iguatemi que estudam lá.
O motorista nos disse que estava indo até Eldorado, aí nós resolvemos ir com ele até lá, esta cidade dista 35 Km de onde queríamos chegar, depois lá nós dávamos um jeito. Na entrada do MS tem um posto da Receita Federal e o motorista parou lá para carimbar a nota da sua carga fétida de couro. Aí vem a desgraça!
As notas da carga estavam irregulares e o caminhão estava detido até que trouxessem uns documentos, sei lá de onde! Este posto da Receita fica bem na entrada do Paraguai, lugar perigoso, onde há muito furto de carros , roubos, latrocínios... Porém mesmo assim fomos para a rodovia pedir carona. Ficamos uns 45 minutos tentando e nada! Isso já era umas 9 da noite.
A nossa sorte que um metropolitano parou para umas pessoas desembarcarem na Receita, aí fomos correndo até o metropolitano e conseguimos uma “carona” até Mundo Novo.
Chegando em Mundo Novo desisti da vida de mochileiro, liguei para a minha irmã vir me buscar! Passou-se uma hora mais ou menos, lá estava a minha irmã e minha mãe para nos levar para Iguatemi! Gastamos apenas uns R$8.00 do metropolitano, mas a diversão foi boa!

Essa foi a minha “On The Road”, não é nada comparada com as maluquices na estrada de Sal e Dean, mas adorei!
Pé na Estrada ...

2 comentários:

Refletir disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Refletir disse...

haiuhaiauhiauhaiu
mto boa!
essa vc naum tinha me contado ainda!
qualquer dia faço isso p ir te visitar em marechal!


beijos e se cuida!
ahhh cadê meu texto hein seu tratante??

thaysa carminati