quinta-feira, 27 de março de 2008

O Advogado dos 5 Crimes


O Advogado dos 5 Crimes – Filme de 1997, do gênero suspense, dirigido por Rowdy Herrington.

Cuba Golden Jr. é o advogado Lawson Russell um homem que cansou de tudo, da sujeira da advocacia e em pleno tribunal acusa seu cliente, fica avesso com o sistema, onde é inocente até que se prove a culpa, e se tiver dinheiro, a prova é difícil de conseguir.

Por causa desse ato ele não pode mais exercer a advocacia nos Estados Unidos, ele mudou-se para Key West para escrever um romance, o nobre causídico se achava tão inteligente na literatura quanto o Jonh Grishan.

Ficou em Key West por 13 meses, vivia como pescador para ganhar tempo e evitar de escrever o tal livro. Certo dia ele conheceu um idoso muito simpático, o Sr. Christopher Marlowe. Ele mudou recentemente para Key West, sua esposa faleceu e eles não tiveram filhos, era professor.

Levou ele para pescar, foram em um bar tomar uns drinks, uma pessoa muito agradável, mas tinha um ódio mortal por advogados, o velhinho recitava sempre um aforismo do Shakespeare: “A primeira coisa a se fazer é matar os advogados”.

Certo dia o Sr. Marlowe foi à casa do Lawson e lhe emprestou um romance para que ele falasse a impressão que teve do livro, disse-lhe que foi covarde e não contou a ninguém que o escreveu.

O livro era sobre advogados. Cinco, todos advogados de defesa bem pagos de cidades do sul. Todos clientes ricos e culpados. Rapazes ruins que mereciam ser presos. Todos absolvidos. Mas, em vez de perseguirem os bandidos, o assassino decide que os advogados é que devem ser punidos, ele mata todos, um por um. Cada assassinato é planejado e executado para parecer suicídio, acidente ou assalto. O livro era uma revelação, um clássico de suspense. Sem dúvida alguma o livro era brilhante.

O ex-advogado vai até a casa do velhinho para entregar o livro e comentar impressão que teve da obra, mas na frente da residência do idoso ele encontrou o detetive Goethe e este disse que o Sr. Marlowe teve um ataque cardíaco e faleceu. Como o ele não tinha parentes algum o Lawson movido por uma ambição gananciosa decide publicar o livro.

Sucesso imediato! Vendeu muito bem o livro, ele comprou uma Ferrari, capas de jornais e revistas, até um caso com a dona da editora que publicou a obra do ilustríssimo Lawson Russel.

Como o Macbeth de Shakespeare, onde a ganância leva ao desastre o dramaturgo nos prova que a ambição impiedosa leva a própria destruição e será essa ambição que destruirá o ex-advogado. Os crimes narrados nos livros são verossímeis, tudo ocorreu como descreve o livro, cada detalhe. A obra chegou às mãos do detetive Debose que era do departamento de homicídios que era encarregado de investigar essas mortes.

O Lawson foi preso e para provar a sua inocência seria difícil. Por sorte conseguiu escapar da Polícia e foi até Key West para investigar melhor sobre o Sr. Marlowe, foi até a casa onde ele morava, pesquisou sobre a morte dele, os telefonemas que fez, o ex-advogado estava mais confuso que uma freira em lua-de-mel.

Cruzando as ligações que o idoso fez ele chegou até o professor universitário Arthur Corvus. Ele lecionava teatro, drama, atuação, história do teatro e como escrever peças. Dá para entender a o talento dele para escrever o livro.

Invadiu a casa do professor e lá achou todos os indícios (máscaras, perucas, relógio etc.) que mostrava em tamanha cilada que ele entrou em uma grande armação, ou seja, o Sr. Marlowe era uma fraude ele era o Arthur Corvus.

Aristóteles disse: “Tudo o que fazemos é com segunda intenção” ou simplesmente para entender o feito, busque o motivo. Um dos advogados do livro, o Jeffey Lowell representou um banqueiro em Baton Rouge, acusado de atropelamento e fuga em estado de embriaguez. A mulher e a filha do professor foram mortas no acidente. O advogado retirou o caso da corte nos aspectos técnicos, ou seja, o banqueiro se safou e nasceu um assassino em série.

À noite o Lawson voltou armado na casa do professor Arthur Corvus para tentar matá-lo e acabou sendo surpreendido pelo serial killer também armado à sua espera. Lawson ficou sabendo de toda a história, o motivo dele odiar tanto os nossos nobres advogados com o livro ele testou o Lawson como Deus testou Jó. Eles saíram no soco e durante a briga apareceu o investigador Dubose (só não sei de onde ele apareceu! Coisa de filme mesmo), e este acabou sendo assassinado pelo professor e depois brigaram mais um pouco e o Lawson acabou matando o professor

Lawson foi preso, o livro vendeu muito e o fez milionário. Contratou um bom advogado e conseguiu ser inocentado do caso. Os fortes sempre pisarão nos mais fracos, de vez em quando talvez se consiga justiça. E é só o que podemos esperar. O Advogado foi tentado pelo diabo e vendeu a sua alma, como a famosa história do Dr. Fausto de poeta alemão Goethe.

Eu assisti esse filme antes de entrar na faculdade de Direito. Um dia fiquei lendo um livro do Erico Veríssimo até 3 da manhã, aí antes de dormir eu liguei a TV e estava começando o Corujão, gostei do filme. Mas ele é um filme B, se não tivesse nem o Cuba Golden Jr. ele passaria mais despercebido ainda. O filme sofreu as conseqüências de um filme ignorado pelo publico norte-americano: foi lançado aqui no Brasil diretamente em vídeo.

Uma ficção que registrou a realidade da corrupção contemporânea. Um excelente retrato da interferência capitalista na vida em sociedade e em detrimento da justiça. Apesar de algumas cenas utópicas, a questão central abordada pelo filme, creio ter sido, a vulnerabilidade do Judiciário, por meio de alguns, quanto aos interesses escusos e as práticas de perjúrio e prevaricação, que podemos observar no decorrer do filme. Um perfil de muitos advogados que atuam sem qualquer presença ideológica, o que indubitavelmente os coloca como escravos do "Poder Capitalista". Não é uma unanimidade, mas prejudica os ideais de justiça."

Todo advogado, ao menos uma vez em cada causa sente que atravessa uma linha que não queria. Acontece, se cruzar várias vezes ela desaparece, aí vira outra piada de advogados.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Cada um dos sexos tem a sua visão do amor!



Muito se fala na igualdade do amor, de um amor recíproco, ou seja, eu a amo tanto quanto ela me ama! Será que isso existe? O que o homem entende por amor difere da idéia da mulher. A mulher entende o amor como uma completa doação de corpo e alma sem restrição alguma, às vezes elas oferecem tanto e quase nada podemos dar em troca. A mulher entrega-se tanto que ela morre de medo que em uma relação que haja cláusulas e restrições. Um homem que ama como uma mulher se torna escravo; uma mulher, ao contrário, que ama como mulher se torna uma mulher mais realizada ...
A paixão da mulher é uma absoluta renúncia aos seus direitos próprios, ela busca uma paixão semelhante, uma renúncia recíproca, mas vejo que se ambos renunciassem a si próprios por amor, que tédio se tornaria a relação, nenhuma briguinha? Que graça iria ter! Eu sempre vejo que o amor segue na maioria das vezes aquela regrinha da genética que aprendemos no segundo grau, de gene dominante e recessivo. De um lado vai ter quem conduz a relação (dominante) e o conduzido (recessivo). O perfeito é quando há o equilíbrio nessa regrinha genética!
O homem que gosta de uma mulher exige dela um amor mais tranqüilo, totalmente distante das hipóteses do amor feminino. Se encontrássemos homens que experimentasse também esse desejo de entrega total não lhes fosse estranho, pois bem, esses não seriam – homens! Uma mulher que ama como mulher se torna uma mulher mais realizada, ao contrário, um homem que ama como mulher se torna um escravo.
Conhecem esses escravos? Já viu uns fracassados desse tipo? Após o fim do relacionamento o homem estufa o peito e finge que está bem, sai com todas que acha pela frente querendo passar uma imagem tranqüila, “nem gostava dela mesmo”, mas em casa à noite sozinho fica na cama chorando até dormir, pensando na música do Lobão: “Se ao menos na hora dela me deixar precisasse um pouco mais de mim... Se ao menos, no escuro eu conseguisse apagar, dormir sem pensar, apenas dormir sem sonhar”. Torna-se o mais idiota dos idiotas, um tremendo fracasso. O sonho de todo escravo é reencontrar a sua amada e num prazer exaustivo e todo perverso declamar toda a página 22 do livro “Eu sei que vou te amar” do Arnaldo Jabor que ele tanto leu.



“Estou cometendo um crime, estou impedindo que ela conheça a dura face da vida, eu não posso continuar bancando a mãe para ela”, pois eu tinha uma compulsão para te tratar bem, mas eu sabia que estava errado, aliás, eu quero te pedir perdão por isso, o único perdão que eu quero é que você me perdoe por ser bom! Me perdoa por ser bom!"



Eu tinha uma bondade fingida... desculpa por ser bom, eu te oprimia com a minha bondade... eu te paternizava... eu te usava... eu quero te pedir perdão por ter sido bom! (que beleza, isso seria discutir uma relação muito literariamente!). Ai o escravo fala para a dominante: “Mente pra mim, diz que me ama!”, ela: “eu te amo”, ele responde: “Você é uma mentirosa!” (zuei agora!).
Não sei nada sobre amor, amei tantas, espalhei tanto amor e acabei não amando nada! No filme “O Banquete do Amor” tem uma frase interessante referindo-se ao amor: “Há uma história sobre os Deuses gregos, que eram tão aborrecidos que acabaram inventando os seres humanos, mas eles ainda eram tão aborrecidos que inventaram o amor, então eles ainda estavam entediados. Então eles decidiram tentar amor por si. E finalmente, inventaram o riso, de modo que eles pudessem repousar.”
Os abismos das mulheres são venenosos, o seu mistério nos mata... Nós somos ciência, elas a arte! somos exatos e fálicos, elas se abrem como um leque, o seu mistério nos mata...