sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A pobreza da riqueza


Vivemos diante de um mundo muito equivocado, no ápice do capitalismo está difícil definir o que é uma pessoa de valor. É comum ouvirmos que realização significa “vencer na vida”. E esse “vencer” é basicamente acumular bens materiais e ostentar poder. É “vencedor” o sujeito que possui carro do ano, veste-se com as melhores roupas, freqüenta locais badalados. Será que está é uma vida de valor? A partir dessa árdua ambição por posses, destrói-se qualquer ética de convivência solidária. O amor ao próximo e a fraternidade neste caso extingue-se completamente. Um primeiro exemplo para ressaltar os equívocos do nosso mundo globalizado é que empresários acham que existe o “paraíso dos vencedores”, mas ele não é destinado a todos, só apenas a uma minoria, o que revela o quão é perversa essa lógica. A obsessão pelo “vencer” é a mesma pelo poder, sendo uma das principais doenças das sociedades modernas. A partir dela, destrói-se a convivência em sociedade. A vontade individual de “vencer” predomina, não importando os meios para realizá-la. Símbolo da civilização moderna, o consumismo egocêntrico produz a barbárie, em que as relações se transformam em um ringue de boxe, no qual vence o mais forte ou mais esperto. Um método para melhorar as relações sociais dos indivíduos seria fazendo uma grande apologia à fraternidade, para que as pessoas deixem de ser egocêntricas, e comecem pensar um pouco mais no próximo. A fraternidade é considerada é considerada como a conduta que norteia a vida de um indivíduo. Ela é “teoricamente” o objetivo de todas as religiões, instituições sociais, partidos políticos, etc., estabelecendo o altruísmo contra o egoísmo, a benevolência contra a malevolência, a tolerância contra a intolerância, amor contra o ódio. Portanto, temos que mostrar para os capitalistas ferrenhos, que essa ambição pelo dinheiro ajuda só a aumentar a brecha que separa os ricos dos pobres. Uma pessoa de valor é aquela que deseja ver o próximo bem. Não devemos medir esforços para praticar o altruísmo. Para que tanto dinheiro e posses, se os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir os seus patrimônios futuramente. E vivem no susto permanente diante das incertezas de como seus filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocaram: em insegurança e ineficiência.



Rafael de Araújo Máximo


*Texto antigo, de 2006 quando fazia cursinho no Alfa em Umuarama PR. Eu tava lendo bastante coisas interessantes sobre Maçonaria. Esse texto tem todo um contexto dos lemas maçons.

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