quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Homem que Fazia Chover


O Homem que Fazia Chover – Filme de 1997, do gênero Drama, dirigido por Francis Ford Coppola e roteiro baseado no livro de John Grisham.

John Grisham é um escritor estadunidense, o sexto mais lido nos Estados Unidos segundo a revista Forbes. Seus livros giram em torno de questões de advocacia, e geralmente criticam o sistema judiciário americano e as grandes firmas de Direito. Alguns de seus livros foram transformados em grandes produções cinematográficas, como Tempo de Matar, O Júri, A Firma e vários outros.

O diretor do filme é figurinha em Hollywood, conhecido por ser tio do Nicolas Cage, roterista e diretor do clássico O Poderoso Chefão de 1972. Outro dado interessante do Francis Ford Coppola, ele foi colega de classe de Jim Morrison do The Doors na UCLA (que mais tarde incluiria a música “The End” em seu filme Apocalypse Now).

O Homem que Fazia Chover narra a história do jovem advogado Ruby Baylor (vivido por Matt Damon) desempregad, idealista e cheio de sonhos, mas como todos recém formados necessitava de causas, afinal, o advogado é chamado de “brigão” e ele estava mesmo desesperado. O sócio dele Deck Schifflet (interpretado por Danny DeVito) era o verdadeiro picareta, tentou tirar a licença para a advocacia seis vezes e nunca conseguiu, mas auxiliava o jovem advogado com muita inteligência.

Sua principal causa é contra a companhia de seguros Great Benefit. Empresa que negou um transplante de medula óssea para o filho da pobre família Black

O menino precisava desse transplante para voltar a ter uma vida normal, mas a empresa negou o pedido da família sete vezes e na oitava vez eles responderam: “Cara Sra. Black. Sete Ocasiões anteriores esta companhia negou seu pedido. Está é a oitava e última vez. A Sra. Deve ser estúpida, estúpida, estúpida ...”

No decorrer do processo o filho da família faleceu, pela falta do transplante. Travou-se uma imensa batalha judicial. Ruby Baylor e seu ajudante tinham que derrotar os poderosos advogados e lobistas da grande Great Benefit, uma tarefa árdua para o inexperiente jovem.

Os advogados da Great Benefit propuseram de início um acordo de U$75.000 e depois outro de U$ 175.000 para encerrar o caso, mas a família não aceitou, querendo levar até o fim o processo.

O litígio foi para Júri popular, diferentemente do Brasil, onde apenas há Júri popular em crimes dolosos contra a vida. O talentoso Ruby Baylor conseguiu mostrar a má-fé da Great Benefit, mostrando o grande descaso que a companhia tinha com os seus assegurados.

O Júri é muito interessante, perguntas inteligentes do jovem advogado, réplicas bem articuladas por parte da Great Benefit, furto de provas, testemunhas inusitadas. O grande John Grisham é um mestre na arte do drama Jurídico. Enquanto o aplicado advogado trabalha com afinco em seu primeiro caso, apaixona-se por uma mulher casada (Claire Danes), cujo marido a atacou várias vezes (dando também ligeiro enfoque ao problema da violência doméstica), inclusive com um taco de baseball. A paixão não atrapalha o andamento da causa. Pelo contrário, serve como elemento essencial para o desfecho do caso.

O filme termina com a uma grande vitória do jovem advogado, a Great Benefit é condenada a pagar uma indenização de 50 Milhões de dólares pelos danos morais para a pobre famíia. O problema é que logo após essa condenação os executivos da empresa decretaram falência da empresa, ou seja, a família não recebeu nenhum dólar da companhia, mas eles ficaram contentes sabendo da falência da desonesta Great Benefit.

Rudy Baylor viu o lado negativo da sua profissão na sua primeira causa, cada advogado do país estava falando dele, fez história! Mas ele não se sentia um membro vitorioso da nobre profissão. Poderia continuar exercendo se trabalhasse de coração, conseguimos notar que o jovem ama a lei e todo cliente irá esperar a mesma magia dele, nada menos, talvez há como oferecer isso, caso não se importasse como fizesse e com certeza ele irá acordar um dia ver que se tornou mais um que tem um preço, sem ética como os advogados da Great Benefit. Todo advogado, ao menos uma vez em cada causa sente que atravessa uma linha que não queria. Acontece, se cruzar várias vezes ela desaparece, aí vira outra piada de advogados. Outro tubarão em água suja.

O Direito é um curso muito nobre, gosto do que estudo, no primeiro ano é tudo muito lindo, todos nós gostamos de estudar a lei e está é algo muito nobre, nos divertimos lendo Beccaria, Maquiavel, Focault. Montesquieu e vários outros clássicos do Direito. Porém cada vez que avançamos temos que ter cuidado, no quinto ano tem sorte se não é assassinado enquanto dorme em uma aula de Direito Tributário em um sábado à tarde... Mas essa é a natureza da profissão.

2 comentários:

Ju disse...

Então Rafa...pra variar gostei do teu texto, por incrível que pareça não vi esse filme e nem li o livro, portanto não posso opinar sob suas percepções em relação a ele.
Mas conheço outras obras do John Grisham e vi alguns filmes baseados em livros dele. Realmente ele vai contra essa "dolarização" do Direito, os personagens dele tem amor pela profissão e muitas vezes só descobrem esse "amor" depois de uma reviravolta em suas vidas...gosto do estilo de texto dele, completamente comercial, é claro, mas não podemos viver só de clássicos, não é???

Refletir disse...

respondendo seu comentário no meu blog...
é verdade q o brasil é um estado laico, que sempre será impossível tentar impor uma religião sobre a outra e nem é essa a minha idéia. é q quando li o outro texto, fiquei pensando pq o cara queria uma prova material q Deus existe.
é verdade tbém q existem muitas coisas negativas dentro de todas as religiões e não é só na católica c seus padre pedófilos, só q a igreja é composta por homens... rsrsrsrrs nenhuma será perfeita!




qnto ao seu texto prometo q assistirei o filme!

bjosss saudadsssss