sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Grandes Esperanças




Talvez esse seja um dos filmes mais interessantes que assisti até hoje. Pois ao mesmo tempo em que ele é um romance, ele é um drama, e no final descobrimos o sentido da cena inicial, mostrando ao telespectador uma pitada de suspense.
Finn é um garoto órfão, criado pela irmã e o seu namorado pescador, apaixona-se por Estella, sobrinha de uma idosa rica e excêntrica, que foi deixada pelo noivo no altar, e esta fica com repúdio os homens, e educa a sobrinha para se vingar dos homens.
Estella é a coisa mais esnobe que existe, a infância inteira ela trata com desdém o garoto, apenas na adolescência que ela dá apenas uns beijinhos, depois fala para ele em francês: "Je vais aller en France demain" (eu vou à França amanhã). Ele a procura desesperadamente e depois descobre que ela foi estudar na Europa e demorará um bom tempo para voltar.
Os outros detalhes do filme são interessantes, mas não é sobre isso que quero falar. Sei lá, assista o filme!
Quem nunca foi assim uma vez? Ele a amava acima de tudo, mas ela sempre foi esnobe, calculista, mas isso não importava, tudo o queria era ser rico para se igualar a ela e tê-la, o seu sonho de consumo.
Acho que todos nós já agimos uma vez como Finn e outra vez como Estella. Eu já levei foras como o Finn, mas também já fui como a Estella. Certa vez nós sem percebermos somos o “sonho de consumo” de alguém, mas a recíproca não é verdadeira, e daí, o que fazer? Não há aquela química, pode haver a beleza, a atração física, mas não dá, o amor tem razões que o próprio amor desconhece. E na maioria das vezes nós já fomos assim, gostamos de alguém e não houve reciprocidade, será não tem aquele sentimento de vingança em nós? Fazer para o próximo o que aconteceu conosco?
Talvez o único amor que é verdadeiro é o impossível, o amor dos poetas. É até estranho, pois às vezes somos até acostumado com aquela intensa caça, aí aparece um negócio fácil, acho que perde a graça!
Aí largamos o “negócio fácil”, aí até que bate saudades, parafraseando com o Marcel Proust: “Só se ama o que não se possui”.

Um comentário:

Unknown disse...

Vc tem algumas idéias muito profundas e maduras! Dói um pouco pensar em alguém que amamos como "sonho de consumo".Coisa do capital,e que parece, vamos consumir e passa! Acho que ainda quero me iludir com o amor imortal. Mesmo sabendo q ele "morre de tarde"-lembra o texto que te mandei,qerido?
Sacadas psicológicas geniais: às vezes somos p algém e não percebemos, será q estamos qerendo nos vingar? Fazer os outros o q fizeram a nós?Rs Beijão!